quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dia da Espiga



O "Dia da Espiga" ou "Quinta-feira da Espiga" é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga.
Segundo a tradição, o ramo deve ser colocado por trás da porta de entrada e só deve ser substituído por um novo ramo no "Dia da Espiga" do ano seguinte.

As várias plantas que compõem "a espiga" têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.

Simbologia inerente às plantas que formam o "ramo de espiga":
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz;
Videira – vinho e alegria;
Alecrim – saúde e força.

sábado, 1 de maio de 2010

Ser



Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

Simplicidade, em dois segundos...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A árvore da vida...



A vida em saborosas espirais
Sonhada nas voltas assombrosas
Dos nossos ideais...

domingo, 11 de abril de 2010

O Homem que só pensava em bronze


"A Eterna Primavera", de Rodin.



Havia um homem que só conseguia pensar em bronze. E um dia teve uma ideia. Era a ideia da Felicidade que Mora no Momento, e o homem sentiu-se obrigado a expressar essa ideia. Mas todo o bronze do mundo já tinha sido usado, e embora procurasse em todo o lado, não conseguia encontrar nenhum pedaço. E o homem pensou que iria dar em doido se não desse expressão à sua ideia.
Então lembrou-se do pedaço de bronze com o qual esculpira a estátua no túmulo da mulher. No túmulo da mulher colocara ele a estátua, pois ela fora a única mulher que ele amara na vida. Era a estátua da Dor Eterna, da Dor que Mora em Todas as Coisas. E o homem pensou que enlouqueceria se não desse expressão à sua ideia.
Assim postou-se perante a estátua da Dor Eterna, a Dor que Mora em Todas as Coisas. E, pegando na estátua, partiu-a e derreteu-a no fogo. E com o bronze da estátua da Dor Eterna construiu a estátua da Felicidade que Mora no Momento.



Oscar Wilde
“Histórias à volta da mesa”

quinta-feira, 1 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

A vida num sopro de infância...


A vida num sopro de infância
Uma ganância por atingir
Na ânsia daquilo que não sou,
Que jamais serei e que nunca há-de vir...

Da noite amargurada nada ficou
Tudo restou daquilo que não senti
No dia em que parti...
E ao longe te vi

E, agora, e aqui
Renasço daquilo que não vivi,
Daquilo que não sonhei,
Daquilo para o qual jamais nasci
E para sempre apaguei...