quarta-feira, 31 de março de 2010

A vida num sopro de infância...


A vida num sopro de infância
Uma ganância por atingir
Na ânsia daquilo que não sou,
Que jamais serei e que nunca há-de vir...

Da noite amargurada nada ficou
Tudo restou daquilo que não senti
No dia em que parti...
E ao longe te vi

E, agora, e aqui
Renasço daquilo que não vivi,
Daquilo que não sonhei,
Daquilo para o qual jamais nasci
E para sempre apaguei...

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